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Economia

Dino pede apuração de negócios do Master ligados a processo sobre cemitérios

Ministro do STF solicitou que contratos e investimentos do Banco Master em São Paulo sejam examinados na investigação sobre André Mendonça.

Dino pede apuração de negócios do Master ligados a processo sobre cemitérios
Foto: Luiz Silveira/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu que negócios fraudulentos do Banco Master em São Paulo sejam incluídos na investigação interna da Corte sobre o ministro André Mendonça. A solicitação foi enviada ao presidente do Supremo, Edson Fachin, responsável pelos inquéritos que envolvem Mendonça e Alexandre de Moraes.

Na decisão, Dino apontou que uma decisão de Mendonça pode ter beneficiado economicamente o próprio ministro e seu irmão, Alexandre de Almeida Mendonça. O episódio está relacionado à ADPF dos Cemitérios de São Paulo, que investiga fraudes associadas ao Banco Master no setor.

Relações citadas na decisão

Dino mencionou um encontro presencial entre Mendonça e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, realizado em 14 de março de 2025 e já confirmado pelo ministro. A reunião ocorreu um dia antes de Mendonça pedir vista em um processo que tratava dos negócios do Master.

A ação discutia a retomada da cobrança por serviços funerários, cemiteriais e de cremação praticados antes da concessão de cemitérios a empresas ligadas ao Banco Master e a Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro de Vorcaro. O julgamento foi retomado em 4 de abril. Na ocasião, Mendonça abriu divergência em relação a Dino e votou a favor do pedido dos cemitérios privados.

A decisão também registra que Alexandre de Almeida Mendonça integra a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Município de São Paulo (SP Regula), na área funerária e cemiterial. Ele foi nomeado superintendente da agência em julho de 2024.

Dino citou ainda o Instituto Iter, fundado por Mendonça e local do encontro com Vorcaro. A instituição teria fechado negócios com a cidade de São Paulo, incluindo contratos que poderiam ter sido alcançados pelas determinações da ADPF.

O ministro afirmou que a apuração não pressupõe relação causal entre os fatos nem que decisões judiciais tenham sido determinadas por interesses externos. Para ele, a quantidade, a natureza e a proximidade temporal dos contatos justificam esclarecer as conexões.

Além de encaminhar a decisão a Fachin, Dino deu prazo de 10 dias para manifestações do Município de São Paulo e da SP Regula. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) terá 15 dias para informar a relação entre fundos de investimentos e empresas privadas concessionárias de cemitérios de São Paulo.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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