A safra agrícola de 2026 deve alcançar 352,9 milhões de toneladas, conforme o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de abril, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume representa acréscimo de 6,8 milhões de toneladas, ou 2,0%, sobre as 346,1 milhões de toneladas registradas em 2025.
O levantamento considera a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas. Em relação à estimativa anterior, de julho de 2026, houve redução de 81.416 toneladas, variação indicada pelo IBGE como 0,0%. A projeção de julho havia sido de 353 milhões de toneladas.
Área e principais culturas
A área destinada à colheita em 2026 está estimada em 83,1 milhões de hectares, aumento de 1,5 milhão de hectares, ou 1,8%, na comparação com 2025. Frente ao mês anterior, porém, houve declínio de 17.303 hectares.
Soja, milho e arroz concentram a maior parte da produção projetada. Juntos, os três produtos correspondem a 92,9% do volume estimado e a 87,4% da área a ser colhida. A soja deve responder por 174,8 milhões de toneladas. Para o milho, a previsão é de 141,8 milhões de toneladas, sendo 29,7 milhões de toneladas na 1ª safra e 112,1 milhões de toneladas na 2ª safra.
A produção de arroz em casca foi estimada em 11,2 milhões de toneladas. Também foram projetadas 6,3 milhões de toneladas de trigo, 9,2 milhões de toneladas de algodão herbáceo em caroço e 5,8 milhões de toneladas de sorgo.
Na comparação com 2025, a produção de soja deve crescer 5,3%, e a de sorgo, 8,1%. O IBGE estima quedas de 6,7% no algodão herbáceo em caroço, 11,2% no arroz em casca, 6,6% no feijão e 18,9% no trigo. Para o milho, a projeção indica aumento de 95 918 toneladas, equivalente a 0,1%, com alta de 15,5% na 1ª safra e queda de 3,4% na 2ª safra.
Distribuição regional
O Centro-Oeste lidera a produção nacional, com 178,0 milhões de toneladas, ou 50,4% do total. O Sul aparece em seguida, com 91,8 milhões de toneladas (26,0%), enquanto o Sudeste responde por 31,1 milhões de toneladas (8,8%), o Nordeste por 29,8 milhões de toneladas (8,5%) e o Norte por 22,3 milhões de toneladas (6,3%).
Na variação anual, houve crescimento no Sul, de 6,3%, e no Nordeste, de 7,3%. O volume caiu 0,1% no Norte e 0,4% no Centro-Oeste, enquanto permaneceu estável no Sudeste. Na comparação mensal, a produção subiu 0,3% no Sul; recuou 0,1% no Sudeste, 0,3% no Norte e 0,6% no Nordeste; e ficou estável no Centro-Oeste.
Mato Grosso concentra a maior participação entre as Unidades da Federação, com 32,1% da produção nacional de grãos. Em seguida aparecem Paraná (13,4%), Rio Grande do Sul (10,5%), Goiás (9,6%), Mato Grosso do Sul (8,5%) e Minas Gerais (5,5%). Juntos, esses estados representam 79,6% do total.



