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Política

Moraes e Mendonça entram em confronto durante sessão do STF

Ministros trocaram acusações ao discutir investigação da Polícia Federal e o julgamento de mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro.

Moraes e Mendonça entram em confronto durante sessão do STF
Foto: Reprodução/YouTube

Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça trocaram acusações durante uma sessão do Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira (15). O colegiado analisava mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, a um contato identificado como “Alexandre Moraes”.

O confronto ocorreu durante uma discussão entre Gilmar Mendes e Luiz Fux sobre uma decisão de Fachin, já revogada pelo presidente do STF, que havia afastado o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Durante o debate, Mendonça afirmou que “nós temos hoje uma Polícia Federal paralela, com monitoramento de ministros”.

Moraes pediu que a análise das mensagens e das acusações apresentadas contra Mendonça fosse realizada em conjunto com o julgamento marcado por Fachin para 23 de setembro, sobre a conduta do relator do caso do Banco Master. Ao defender a união dos casos, questionou quem teria medo da Polícia Federal.

Na sequência, Moraes acusou Mendonça de ter exigido que um colega fosse incluído em uma colaboração premiada e disse que pretendia levar testemunhas à Corte, entre policiais, advogados e outras pessoas. Quando afirmou ter testemunhas envolvendo o ministro André, Mendonça respondeu: “É mentira”.

Acusações sobre a investigação

Moraes também declarou que Mendonça teria proferido decisões em benefício do grupo político que, segundo ele, tentou dar um golpe no país, em referência ao 8 de janeiro e à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que indicou Mendonça para o STF.

O ministro negou a existência de documento apócrifo na investigação da Polícia Federal e afirmou que os relatórios de inteligência estavam registrados. Segundo Moraes, seria possível identificar quem produziu os documentos e convocar essas pessoas, além dos advogados que se apresentaram.

Ele voltou a classificar como fraudulenta a investigação contra si e reiterou o pedido para que suas acusações fossem examinadas junto com o relatório da Polícia Federal sobre as conversas de Vorcaro.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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