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Economia

Queda dos juros pode favorecer Petrobras, Rede D’Or e ações penalizadas

Relatórios de BTG Pactual, Itaú BBA e UBS BB avaliam setores e empresas que podem ganhar com um cenário econômico mais favorável.

Queda dos juros pode favorecer Petrobras, Rede D’Or e ações penalizadas

O resultado do primeiro turno das Eleições 2026 levou analistas de bancos a revisar oportunidades na Bolsa durante o pregão de segunda-feira, 5 de outubro. Os primeiros relatórios indicam que as ações brasileiras poderiam reagir positivamente caso um eventual governo de Flávio Bolsonaro adotasse um ajuste fiscal considerado suficiente pelo mercado para conter o endividamento público.

A expectativa de juros menores aparece como um dos principais vetores para a renda variável. A redução poderia beneficiar tanto a valorização dos papéis quanto os resultados das empresas, especialmente companhias que foram pressionadas pelo ambiente de juros altos.

Petrobras e Rede D’Or

A Petrobras é apontada pelo BTG Pactual como uma ação que ainda teria espaço para subir, apesar da alta acumulada de 77,3% no ano. Na avaliação do banco, os papéis poderiam avançar de 20% a 25% antes que o valuation se tornasse uma preocupação para os investidores.

Entre os fatores citados estão uma possível alta dos preços dos combustíveis, a recuperação da confiança na política de preços, resultados robustos no terceiro trimestre, uma revisão para cima do guidance e um plano estratégico potencialmente positivo. O relatório foi assinado por Rodrigo Almeida e Gustavo Cunha.

A comparação com grandes petroleiras globais também favorece a estatal. Considerando o preço do Brent a US$ 80 por barril e uma alta de 25% nas ações, o dividend yield projetado para a Petrobras seria de 9,5% nos próximos 12 meses e de 9,2% em 2027.

No caso da Rede D’Or, o Itaú BBA estima que uma trajetória menor para a Selic teria efeito direto sobre o lucro. Uma redução de 2 pontos percentuais na taxa elevaria em aproximadamente 3% a estimativa de lucro para 2027, segundo os analistas Vinicius Figueiredo, Lucca Marquezini e Felipe Amancio.

“Em um ambiente de juros mais favorável, os investidores poderiam se beneficiar simultaneamente de revisões positivas dos resultados e de uma potencial expansão dos múltiplos”, diz o Itaú BBA. O banco também destaca a liquidez das ações, a percepção de governança e o interesse de investidores estrangeiros pela companhia.

Educação e varejo

As empresas de educação continuam gerando volumes relevantes de caixa, mas ainda carregam níveis elevados de alavancagem. O Itaú BBA afirma que o setor é particularmente sensível a uma melhora dos juros e negocia com descontos significativos em relação às médias históricas de múltiplos de P/L.

Na avaliação do banco, a Ânima teria maior sensibilidade direta nos resultados por causa da alavancagem mais elevada. Yduqs e Cogna, por sua vez, combinariam geração de caixa, desalavancagem e suporte aos múltiplos de valuation.

No varejo, o BTG Pactual avalia que uma queda dos juros poderia provocar uma reprecificação das ações antes de seus efeitos aparecerem nos balanços. O movimento seria mais relevante para empresas domésticas e sensíveis ao ciclo econômico, como Assaí, Magazine Luiza, C&A e Renner.

A mediana das ações de consumo acompanhadas pelo banco negocia a cerca de 8 vezes o lucro projetado para 2027. Entre as empresas citadas, a Renner está em 6,7 vezes; a C&A, em 5,1 vezes; a SBF, em 4 vezes; e a Pague Menos, em 5,5 vezes.

Adquirência

O UBS BB analisou PagBank e Stone. Além do possível impulso sobre o consumo, os analistas Kaio Prato, Camila Azevedo, Eduardo Resende e Thiago Batista estimam que as empresas poderiam ser beneficiadas por custos menores de captação.

Para cada redução de 100 pontos-base na Selic, o EBT adicional estimado seria de cerca de R$ 350 milhões para a PagBank, equivalente a aproximadamente 12% do EBT projetado para 2027. Para a Stone, o impacto ficaria entre R$ 200 milhões a R$ 250 milhões, ou cerca de 7% a 8% do EBT estimado para 2027.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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