O dólar à vista recuava 0,26%, a R$ 5,1345, às 9h40 desta terça-feira, 15, depois que o Banco Central vendeu US$ 1 bilhão no mercado à vista. A operação foi combinada com uma oferta de swap cambial reverso do mesmo valor, que representa a compra de dólares no mercado futuro.
A moeda havia iniciado o dia acompanhando a tendência de alta no exterior, em um cenário de petróleo valorizado. Ao longo da manhã, porém, o mercado passou a reagir à atuação do BC, às pesquisas eleitorais e aos indicadores de atividade econômica.
As sondagens mostraram redução da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o senador Flávio Bolsonaro. Na pesquisa Indexa/Broadcast, os dois aparecem tecnicamente empatados em um eventual segundo turno: Lula tem 43%, e Flávio, 42%. Desde agosto, Lula recuou de 46% para 43%, enquanto Flávio avançou de 41% para 42%.
Lula também aparece numericamente à frente de Caiado, por 43% a 39%, e de Cury, por 41% a 39%, em ambos os casos dentro de empate técnico. Contra Zema, o resultado é de 45% a 34%; contra Renan Santos, de 45% a 35%. No primeiro turno, Lula registra 38%, e Flávio, 34%.
Na pesquisa CNT/MDA, Lula lidera todos os cenários de segundo turno, mas perdeu vantagem. Contra Flávio Bolsonaro, o placar passou de 48,0% a 39,1%, em agosto, para 47,3% a 40,0%. No primeiro turno, Lula tem 40,5%, ante 42,4% anteriormente; Flávio aparece com 30,4%, contra 28,7%, e Cury, com 6,0%, ante 1,2%.
Varejo e juros
As vendas do varejo caíram 0,8% em julho ante junho, enquanto a expectativa mediana era de queda de 0,3%. Na comparação anual, houve alta de 1,2%, abaixo da mediana de 2,2%. No varejo ampliado, o crescimento foi de 0,4% no mês e de 1,8% em um ano, também inferior às expectativas de 0,9% e 2,5%, respectivamente.
Os dados podem reforçar a aposta em um corte de 0,25 pp da Selic na quarta-feira, 16. No exterior, a zona do euro ampliou o superávit comercial para 5 bilhões de euros em julho, contra 1 bilhão de euros em junho. Sem ajuste sazonal, o saldo chegou a 14,2 bilhões de euros, acima dos 10,7 bilhões de euros de julho de 2025.
Em outra frente, Alexandre de Moraes afirmou, em defesa entregue ao STF, que André Mendonça já sabia em maio que seu nome aparecia em arquivos apreendidos com o perito da PF João Cláudio Nabas. Moraes acusou Mendonça de direcionar a investigação para incriminá-lo e favorecer determinado grupo político nas eleições de 2026.


