O Mercado Livre afirma ter mantido, na nova emissão internacional de dívida, o mesmo spread aplicado em uma operação anterior, embora o prazo dos títulos tenha passado de sete para dez anos. A companhia captou US$ 1 bilhão com papéis que vencem em 2036.
Para Martín de los Santos, diretor financeiro da empresa, a precificação indica a percepção dos investidores sobre a atuação do grupo. "Isso reflete a confiança que os investidores continuam depositando na execução e no modelo de negócios do Mercado Livre", afirmou.
A demanda superou cem investidores institucionais. Os recursos serão usados para reforçar o caixa e financiar as operações da companhia. Os títulos pagam juros de 5,850% ao ano, são notas sênior não garantidas e foram registrados na Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos.
Avaliação de crédito
O Mercado Livre tem classificação de grau de investimento atribuída pelas três principais agências de risco. A S&P e a Fitch deram nota BBB-, enquanto a Moody's classificou a empresa como Baa3.
De acordo com Martín de los Santos, a transação amplia a presença do Mercado Livre como emissor de grau de investimento nos mercados internacionais. O spread representa o prêmio pago pelo emissor sobre uma taxa de referência.
A coordenação da operação ficou com BofA Securities, Citigroup, Goldman Sachs, J.P. Morgan e Morgan Stanley. Allen & Company e Santander também participaram da distribuição dos títulos.



