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Política

CVM aplica R$ 201 milhões em multas por operação com fundo imobiliário

Daniel Vorcaro, familiares, Banco Master e empresas ligadas ao grupo foram condenados por fraude envolvendo o Brazil Realty.

CVM aplica R$ 201 milhões em multas por operação com fundo imobiliário
Foto: Reprodução/Facebook

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) condenou Daniel Vorcaro ao pagamento de R$ 20 milhões por uma operação considerada fraudulenta no mercado de capitais. O caso envolve o fundo imobiliário Brazil Realty e foi julgado no Rio de Janeiro na terça-feira (8).

Ao todo, oito pessoas e empresas foram responsabilizadas, e as multas somam R$ 201 milhões. Entre os condenados estão Henrique Vorcaro, pai de Daniel, Felipe Vorcaro, primo do ex-banqueiro, e o Banco Master.

As penalidades individuais incluem R$ 20 milhões para Henrique Vorcaro e R$ 12,5 milhões para o Banco Master. A Entre Investimentos foi multada em R$ 10 milhões, enquanto Antônio Carlos Freixo Júnior, dono da empresa, recebeu multa de R$ 5 milhões. Felipe Vorcaro também foi condenado a pagar R$ 5 milhões, e a Sefer Investimentos, distribuidora, terá de pagar R$ 1,3 milhão.

Como a operação foi descrita

O processo foi aberto em 2020 pela Superintendência de Registro de Valores Mobiliários. Segundo a acusação, ativos foram transferidos para o fundo por valores artificialmente elevados, com base em laudos inconsistentes ou falsificados.

Como contrapartida, os responsáveis recebiam cotas do fundo. A venda posterior dessas cotas a outros fundos de investimento permitia converter os ativos usados na operação em recursos financeiros, conforme a descrição do processo.

A estimativa apresentada é de que investidores tenham sofrido prejuízo de R$ 5,8 milhões. A maior parte das perdas teria atingido fundos com cotistas vinculados a Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS).

O relator do julgamento, João Accioly, afirmou que havia elementos suficientes para sustentar a acusação e indicar a obtenção de vantagem indevida com a distribuição das cotas. A defesa negou irregularidades e disse que as operações seguiram as regras do mercado. Ana Paula Casagrande, advogada de Vorcaro, questionou a ausência de provas individualizadas de dolo na conduta do empresário.

Os condenados ainda podem recorrer ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN).

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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