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Economia

Nath Finanças defende educação financeira desde cedo para jovens da periferia

Em palestra em Ceilândia, influenciadora apresentou formas de organizar gastos, estabelecer metas e iniciar investimentos com pequenas quantias.

Nath Finanças defende educação financeira desde cedo para jovens da periferia

A administradora e influenciadora Nathália Rodrigues, conhecida como Nath Finanças, defendeu que a educação financeira comece ainda na juventude durante palestra para estudantes e moradores do Distrito Federal. A atividade abriu o segundo dia do Festival Elemento em Movimento, nesta quinta-feira (3), em Ceilândia, região administrativa do DF.

A palestra foi voltada ao letramento financeiro de jovens da periferia e reuniu estudantes de escolas públicas e integrantes da comunidade. Nath Finanças afirmou que a dificuldade de organizar o dinheiro é um problema geracional, associado à necessidade de priorizar o pagamento de contas e dívidas.

“Pessoas periféricas vivem em modo de sobrevivência devido à urgência de pagar contas. Não aprendemos a guardar dinheiro porque nossos pais foram ensinados a pagar contas”, disse a influenciadora.

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) aponta Nath Finanças como uma das 10 maiores influenciadoras de finanças do Brasil. Ela reúne mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais.

Como organizar o dinheiro

Na avaliação de Nath Finanças, os baixos salários e o baixo nível de educação contribuíram para que parte da população periférica concentrasse seus recursos no pagamento de boletos e dívidas. Nesse cenário, o planejamento financeiro e os investimentos acabam sendo adiados.

Ela também apontou o uso do cartão de crédito para despesas básicas como uma barreira à gestão do dinheiro. A influenciadora afirmou que 80% da população brasileira é endividada e que uma parcela significativa dessas dívidas está relacionada ao cartão de crédito.

Durante a palestra, a administradora apresentou um roteiro para transformar projetos pessoais em metas financeiras. A primeira etapa é registrar os objetivos no papel e dividi-los em metas menores quando eles não puderem ser alcançados de imediato. Em seguida, é necessário definir um plano para guardar uma quantia semanal ou mensal compatível com a realidade de cada pessoa e anotar os gastos pelo menos uma vez na semana.

Autora do livro “Orçamento Sem Falhas”, Nath Finanças recomendou que os jovens comecem por investimentos considerados mais seguros, como o Certificado de Depósito Bancário (CDB) e o Tesouro Direto. Ela ressaltou que guardar dinheiro pode começar com pequenas quantias, mesmo quando a renda é limitada.

Planos dos estudantes

Stefany Letícia, estudante do CEF 4 de Sobradinho, tem 14 anos e afirmou que pretende aplicar o aprendizado para ajudar a construir a casa da família. Para ela, a palestra serviu como incentivo para ampliar um plano que já pretendia colocar em prática.

Amarilis Nunes, aluna do 8° ano, também de Sobradinho, disse que a atividade reforçou a importância de economizar e evitar gastos por impulso. Aos 16 anos, ela pretende começar a trabalhar, dividir o salário entre as despesas e juntar dinheiro para comprar um carro próprio.

Ana Carolina, de 14 anos, afirmou que quer usar o que aprendeu para ajudar os pais e fazer um intercâmbio. A estudante destacou a importância de aprender desde cedo a administrar o dinheiro para ter melhores condições de vida no futuro.

Programação do festival

O Festival Elemento em Movimento está em sua 8ª edição e tem como objetivo celebrar a cultura negra e periférica. A programação ocorre em Ceilândia em dois momentos.

Até sexta (4), a Conferência Diálogos em Movimento ocupa a Praça do Cidadão, com palestras e espaço de diálogo para produtores culturais. Entre sábado (5) e domingo (6), a Praça do Trabalhador recebe shows de artistas brasileiros, locais e internacionais. O evento é gratuito, mediante retirada de ingressos pela plataforma Sympla.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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