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Economia

Inflação ao produtor nos EUA pressiona metais e prata perde 5,42%

Rendimentos dos Treasuries avançam após o PPI de agosto, reduzindo a atratividade de ativos que não pagam juros.

Inflação ao produtor nos EUA pressiona metais e prata perde 5,42%

A alta dos rendimentos dos Treasuries reduziu a atratividade do ouro e da prata nesta sessão, depois que o índice de preços ao produtor (PPI) de agosto nos Estados Unidos trouxe uma leitura de inflação mais elevada. Os metais não oferecem juros, o que aumenta o custo de oportunidade de mantê-los quando os títulos avançam.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato do ouro para dezembro terminou com baixa de 1,20%, cotado a US$ 4.407,3 por onça-troy. A prata para dezembro recuou 5,42%, para US$ 64,92 por onça-troy.

A reação dos mercados refletiu a possibilidade de uma postura mais rígida do Federal Reserve diante dos dados de preços. Ao mesmo tempo, a procura por ativos considerados de refúgio, associada à escalada da tensão entre Estados Unidos e Irã, ofereceu algum suporte aos metais.

A Sucden Financial avaliou que esse apoio foi compensado pelo custo crescente de manter ouro. Para a empresa, o metal continuará sensível aos indicadores de inflação dos Estados Unidos, e uma retomada consistente acima de US$ 4.430 por onça seria necessária para recuperar o impulso.

O avanço do PPI foi associado ao aumento dos preços da energia. A Oxford Economics afirmou, porém, que os componentes do indicador apontam para uma leitura mais favorável da inflação medida pelo PCE, referência preferida do Federal Reserve.

Na avaliação da consultoria, salvo uma surpresa no índice de preços ao consumidor de amanhã, os dados econômicos devem respaldar a manutenção dos juros pelo Fed na próxima semana. A Oxford também projeta que novas altas na gasolina e no diesel contribuam para outro avanço do PPI de setembro. A energia e a transmissão desse aumento para outros setores aparecem como os principais riscos para a inflação nos próximos meses.

A consultoria acrescentou que os números estão mais moderados agora do que no segundo trimestre, período em que os preços globais do petróleo atingiram o pico. Nesta sexta-feira, 11, o CPI de agosto será divulgado e deverá oferecer uma visão mais consolidada das pressões sobre os preços nos Estados Unidos.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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