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Economia

XP Asset amplia gestão de crédito e projeta R$ 10 bilhões em FIDCs até 2027

Após incorporar a Augme Capital, gestora dobrou o patrimônio em FIDCs e prevê alcançar R$ 10 bilhões até 2027.

XP Asset amplia gestão de crédito e projeta R$ 10 bilhões em FIDCs até 2027

A XP Asset dobrou, em seis meses, o patrimônio administrado em Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), de R$ 700 milhões para R$ 1,4 bilhão. O avanço ocorreu após a conclusão da compra da Augme Capital, em março deste ano, operação que incorporou à gestora o fundador da casa, Marcelo Urbano, sua equipe e os fundos sob administração.

A XP Asset prevê encerrar o próximo ano com R$ 10 bilhões em FIDCs. O valor será 230% superior aos R$ 3 bilhões que, segundo a gestora, já estão contratados até o fim do ano. A meta considera mais que triplicar o volume sob gestão até 2027.

Expansão a partir da estrutura existente

Parte do crescimento projetado não virá de novos fundos. Em outubro, a XP Asset deve assumir a gestão de um FIDC de consignado CLT de R$ 700 milhões, no qual já era cotista. Outros cerca de R$ 1 bilhão devem resultar de captações programadas nos fundos que já fazem parte da carteira.

A Augme havia trazido R$ 700 milhões em FIDCs e cerca de R$ 4 bilhões em carteiras discricionárias. A integração também ampliou a atuação da XP Asset na gestão direta de crédito estruturado. Antes da aquisição, a gestora investia em FIDCs por meio de fundos de renda fixa e de special sits, mas não administrava esses veículos.

Leandro Bousquet, CEO da XP Asset, afirma que a chegada de Urbano e de sua equipe preencheu a necessidade de formar uma estrutura de gestão de crédito estruturado multiestratégia. Marcelo Urbano passou a comandar a mesa de crédito privado multiestratégia e FIDCs da Augme e também assumiu a gestão da família de fundos XPCE, de crédito estruturado da XP Asset.

A gestora considera que administrar os FIDCs internamente permite reunir mais informações sobre os mercados financiados e aprimorar a seleção de investimentos. Em alguns casos, a XP Asset transferiu para dentro de casa a gestão de fundos nos quais já tinha participação relevante. Foi o que ocorreu com o FIDC de consignado CLT, cuja mudança foi aprovada em uma AGE.

Novas teses e crescimento dos FIDCs

A estratégia para chegar a R$ 10 bilhões inclui o consignado para servidores estaduais e municipais. A XP Asset já mantém conversas para trazer um fundo dessa modalidade. Outra frente em desenvolvimento é uma plataforma de antecipação de recebíveis de cartão de lojistas, com oferta de crédito lastreado nesse fluxo.

O mercado de FIDCs somava R$ 801,4 bilhões em patrimônio em agosto, conforme dados da Anbima, quase o triplo do registrado no fim de 2021. No mesmo intervalo, a quantidade de fundos passou de 1.544 para 4.282.

A carteira da XP Asset reúne fundos voltados a diferentes operações: instalação de sistemas de geração solar em residências, capital de giro para escolas, antecipação de valores a transportadoras e financiamento de tratamentos odontológicos e estéticos. Nesses dois últimos casos, os veículos podem antecipar à clínica o recebimento por serviços prestados a pessoas físicas.

Dentro da área de ativos alternativos, Bousquet afirma que o crédito estruturado é a principal aposta da XP Asset. Em patrimônio, porém, a expectativa é de que os ETFs apresentem o maior avanço nos próximos anos. A gestora tem quase R$ 9 bilhões nesses fundos, passou de 6 para mais de 30 fundos de índice em menos de um ano e prepara ETFs de crédito privado.

O patrimônio dos ETFs no País alcançou R$ 125,6 bilhões em agosto, mais que o dobro de 12 meses antes. A XP Asset responde por cerca de 7% desse total.

As carteiras administradas também são apontadas como uma frente de expansão. O produto, antes normalmente destinado ao cliente private, passou a ser oferecido pela XP a investidores com R$ 50 mil. O número de carteiras cresceu de pouco mais de mil para 14 mil, movimento que provocou uma reorganização operacional no meio do ano. A captação deve ser retomada com mais força no último trimestre, com uso de tecnologia e inteligência artificial para rebalancear as carteiras.

Novas aquisições continuam em avaliação em diferentes segmentos, embora não haja, por ora, uma oportunidade identificada em ETFs. A prioridade tende a ser a compra de competências que complementem áreas em que a XP Asset já atua, repetindo a lógica aplicada à Augme Capital.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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