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Justiça

Gilmar destaca postura de Fachin no primeiro ano à frente do STF

Ministro afirmou que o presidente do Supremo manteve equilíbrio durante a crise na Corte e citou divergências na Lava Jato.

Gilmar destaca postura de Fachin no primeiro ano à frente do STF
Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Gilmar Mendes afirmou nesta quarta-feira (30) que Edson Fachin manteve uma postura equilibrada durante o primeiro ano na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo em um período de tensão no tribunal. A declaração ocorreu durante uma homenagem a Fachin, cujo primeiro ano no comando da Corte foi completado na terça-feira (29).

Gilmar retomou uma afirmação feita por Fachin no início da gestão, quando o presidente do STF disse que atuaria com serenidade na preservação dos valores associados à identidade do tribunal. Ao avaliar o período, o ministro afirmou que essa disposição se refletiu na condução da Corte.

“Em um ambiente de temperatura elevada, Vossa Excelência tem mantido tom sóbrio”, disse Gilmar, ao mencionar a crise no Supremo. Na mesma passagem, destacou a escolha de palavras e o compromisso de Fachin com a estabilidade e a continuidade das decisões do tribunal.

Divergências na Lava Jato

Durante o discurso, Gilmar também relembrou o período em que Fachin foi relator dos processos da Operação Lava Jato. Segundo o ministro, o atual presidente do STF conduziu os casos com equilíbrio e sem subordinação a interesses políticos ou à exposição pública.

Gilmar reconheceu que os dois ministros divergiram com frequência sobre questões centrais da operação. Os votos, afirmou, muitas vezes seguiram direções opostas por causa de interpretações diferentes sobre o processo penal. A divergência, porém, não teria alterado a compreensão compartilhada de que o juiz não deve atuar como parte ou instrumento de uma causa.

O ministro acrescentou que não houve notícias de vazamentos seletivos nos gabinetes dos dois magistrados durante aquele período, nem atos que indicassem uso político-eleitoral das investigações.

Ao encerrar, Gilmar declarou confiar que Fachin continuará fortalecendo o Supremo em seu segundo ano de mandato, iniciado às vésperas de eleições gerais e em um contexto que, segundo ele, seguirá exigindo equilíbrio e firmeza. Também desejou que o presidente encontre apoio entre os demais ministros para aprimorar o serviço prestado pelo tribunal.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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