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Papa pede que Igreja reconheça falhas antes de encontro com vítimas na França

Em Lourdes, Leão 14 cobrou dos bispos franceses mais prevenção e reparação para abusos cometidos por membros do clero.

Papa pede que Igreja reconheça falhas antes de encontro com vítimas na França

O papa Leão 14 pediu neste domingo (27) que a Igreja Católica reconheça suas próprias falhas e enfrente as feridas causadas por abusos cometidos em seu interior. O apelo ocorreu horas antes de uma reunião com sete vítimas francesas de abuso sexual infantil cometido por membros do clero.

Durante uma missa para uma multidão estimada em 150 mil pessoas, em um campo próximo ao Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, o papa também cobrou dos bispos franceses perseverança na prevenção e na reparação das agressões sexuais. Sem mencionar diretamente os escândalos que provocaram comoção na França, ele afirmou: “Para curar as feridas profundas, as infidelidades e os erros dolorosos ocorridos em seu interior, devemos nos colocar humildemente sob o olhar purificador do Senhor”.

Reunião com bispos e vítimas

Em uma reunião a portas fechadas com bispos franceses, Leão 14 citou diretamente “o flagelo doloroso dos abusos cometidos contra menores por membros do clero”, conforme texto divulgado pelo Vaticano. Antes de entrar no local, ele parou diante da escultura “A Criança que Chora”, instalada há cinco anos para manter a lembrança dos casos de abuso sexual.

O papa agradeceu aos bispos pelas medidas adotadas para enfrentar os escândalos e pediu o reforço das ações de proteção. Também os incentivou a “continuar no caminho iniciado, mantendo a máxima vigilância”.

Um relatório de 2021 apontou que cerca de 330 mil crianças francesas foram vítimas de abusos cometidos por membros do clero e por líderes leigos católicos ao longo de sete décadas. O encontro com as vítimas era esperado por líderes católicos locais como uma oportunidade para a Igreja recuperar sua imagem.

Michèle Le Reun-Gaigné, copresidente de uma associação de vítimas no oeste da França, demonstrou dúvida sobre a possibilidade de mudanças rápidas. “As coisas estão avançando muito lentamente. Não vai acontecer da noite para o dia”, afirmou.

Lourdes e o caso dos mosaicos

A visita de quatro dias à França inclui seis eventos em Lourdes, cidade situada no sopé dos Pireneus que recebe cerca de 3 milhões de peregrinos por ano. O santuário é dedicado à Virgem Maria e às águas de uma fonte às quais são atribuídos poderes de cura.

A fachada do local exibe mosaicos do padre Marko Rupnik, artista religioso ligado ao Vaticano acusado de abuso sexual por mais de 20 mulheres. Não há registro de comentários públicos do religioso sobre as denúncias. Cinco supostas vítimas escreveram uma carta aberta ao papa para criticar o processo em andamento no Vaticano.

Os mosaicos foram cobertos com grandes lonas de tom amarelo-suave durante a visita. Ao chegar para a missa, Leão 14 passou, em seu papamóvel aberto, pelo trajeto próximo à fachada e às obras cobertas.

Durante a passagem por Lourdes, o papa também voltou a defender a vida. Na sexta-feira, havia reiterado a oposição católica a iniciativas de morte assistida, dois meses depois de a França instituir um direito legal à morte para pessoas com doenças incuráveis. Para ele, o acolhimento dos peregrinos enfermos no santuário contrasta com tendências que buscam redefinir o valor da vida humana diante da doença.

No sábado (26), em Paris, Leão 14 reuniu cerca de 800 mil pessoas em uma missa ao ar livre na avenida Champs-Élysées. A agenda da visita previa ainda encontros em Lourdes neste domingo (27) e, na segunda-feira (28), compromissos em Metz.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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