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Trump cobra de outros países os custos da atuação dos EUA em Ormuz

Presidente americano afirmou que países que não apoiaram a ação deverão reembolsar os Estados Unidos após o fim do conflito com o Irã.

Trump cobra de outros países os custos da atuação dos EUA em Ormuz
Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (14) que outros países deverão reembolsar os custos da atuação americana no Estreito de Ormuz. Ele disse que os Estados Unidos estariam fazendo mais pelos demais países do que por seus próprios interesses.

A declaração foi publicada durante a tensão provocada pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, iniciados no fim de fevereiro. O estreito, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo, está praticamente fechado desde o começo das ofensivas.

Trump também afirmou que o petróleo continua circulando pela passagem e criticou a falta de apoio internacional. “Os países do mundo, que não nos ajudaram em nada, devem e irão reembolsar os Estados Unidos da América”, escreveu na Truth Social.

Em outra publicação, o presidente atribuiu os aumentos de preços nos Estados Unidos ao governo do ex-presidente Joe Biden. Trump disse que os valores do petróleo cairão depois do encerramento do conflito. “O preço do petróleo despencará assim que o conflito militar com o Irã terminar, o que não demorará muito”, afirmou.

A ideia de cobrar pelo uso protegido do estreito já havia sido apresentada por Trump em julho. Na ocasião, ele anunciou uma taxa de reembolso de 20% sobre cargas transportadas por embarcações que atravessassem Ormuz sob proteção americana. No dia seguinte, desistiu da cobrança e afirmou que buscaria novos acordos de comércio e investimentos com países do Golfo como contrapartida.

Impasse diplomático e novos ataques

Uma reunião planejada para discutir a reabertura do Estreito de Ormuz foi cancelada por países árabes do Golfo Pérsico. O ministro das Relações Exteriores de Omã, Sayyid Badr Albusaidi, informou que o encontro foi adiado para a busca de consenso. O Irã declarou que a mudança ocorreu a pedido da Arábia Saudita.

A tensão aumentou também após novos ataques dos houthis, grupo aliado do Irã, contra a Arábia Saudita. O grupo afirmou ter lançado dezenas de mísseis e drones contra uma base aérea saudita em Khamis Mushait, perto da fronteira com o Iêmen.

Os ataques ocorreram depois de ofensivas aéreas sauditas contra o Iêmen. Os houthis também disseram ter assumido o controle de uma ilha na entrada do Mar Vermelho. Além disso, houve danos ao oleoduto leste-oeste da Arábia Saudita, uma rota alternativa para o transporte de petróleo que evita Ormuz.

A instabilidade elevou as cotações do petróleo, que subiram mais de 3% nesta segunda-feira.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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