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Política

Fachin articula com ministros e PGR antes de julgamento sobre Moraes

Reuniões ocorrem antes de sessão que avaliará a validade de provas e uma possível investigação sobre Alexandre de Moraes.

Fachin articula com ministros e PGR antes de julgamento sobre Moraes

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, reuniu-se nesta quinta-feira (10) com ministros da Corte e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, antes de uma sessão que poderá definir se Alexandre de Moraes será investigado. O encontro ocorreu pelo segundo dia seguido de cancelamento da sessão plenária do tribunal.

Fachin recebeu Moraes, André Mendonça e Dias Toffoli. Os três aparecem em diferentes frentes da crise que envolve a Corte: Moraes é o alvo de uma possível investigação; Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal que revelou mensagens entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro; e Toffoli também é citado nas apurações do Caso Master.

Toffoli deve se declarar impedido de votar, tanto a favor quanto contra uma eventual investigação sobre Moraes, na sessão marcada para terça-feira (15). Fachin também se reuniu com Nunes Marques e Luiz Fux, descritos como mais alinhados a Mendonça. Gonet esteve com o presidente do STF durante a tarde, em uma reunião separada.

O que será analisado

A sessão está prevista para começar às 10h e tratará do caso das mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro. Antes de avaliar a abertura ou não de uma investigação contra Moraes, os ministros deverão decidir se as provas são válidas.

A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela nulidade do relatório da Polícia Federal e apontou irregularidades no documento. O sigilo do material havia sido retirado por Mendonça em 1º de setembro.

A previsão é que a sessão seja aberta e transmitida ao vivo pela TV Justiça. Fontes do STF avaliam, em reservado, que é improvável Fachin determinar o fechamento dos trabalhos ou impedir a presença da imprensa, mesmo se houver pressão de outros ministros.

Em fevereiro, quando o Supremo retirou de Toffoli a relatoria do inquérito do Caso Master, a decisão foi tomada em reunião a portas fechadas, sem uma sessão plenária. A relatoria passou para Mendonça após a revelação de relações societárias e contatos de Toffoli com Vorcaro.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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