SÃO PAULO — Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, afirmou que o pedido de vista feito pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), não teve como objetivo protelar a decisão sobre a abertura de uma investigação envolvendo Alexandre de Moraes e sua relação com Daniel Vorcaro, do banco Master.
A manifestação ocorreu nesta quarta-feira (16), durante um encontro com 40 influenciadores digitais na capital paulista. Haddad disse que as três semanas anteriores à eleição deveriam ser usadas para ampliar a transparência sobre informações já disponíveis e outras ainda não conhecidas pelo público.
“Eu não vejo isso como uma medida protelatória”, declarou o candidato. Na avaliação dele, a divulgação de informações confiáveis poderia contribuir para escolhas mais seguras dos governantes. Haddad afirmou ainda que considera a Polícia Federal uma instituição respeitada por ele e pelos brasileiros e defendeu que os dados sejam confirmados por policiais competentes.
Votação no Supremo
Na sessão realizada na terça-feira (15), Edson Fachin, presidente do STF, e os ministros André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram para que os casos contra Alexandre de Moraes e Mendonça fossem analisados separadamente. O pedido havia sido apresentado por Gilmar Mendes.
Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin defenderam que os processos fossem examinados em conjunto. A análise foi interrompida depois que Flávio Dino solicitou mais tempo para estudar o tema. O ministro tem até 90 dias para devolver o processo e apresentar seu voto, o que pode levar a uma decisão posterior à eleição.
Agenda de campanha
No encontro com os influenciadores, Haddad também defendeu mudanças no ensino médio para preparar melhor os jovens para a faculdade e a ampliação das oportunidades de trabalho. A agenda teve como objetivos ouvir demandas da população e organizar os conteúdos das redes sociais conforme os temas considerados mais relevantes e as regras da Justiça Eleitoral.
O candidato afirmou que pretende usar as plataformas digitais para apresentar propostas de maneira mais compreensível e politizada. Para ele, a forma de comunicação pode ser ajustada para alcançar mais pessoas, em vez de limitar a divulgação a uma abordagem institucional com menor capacidade de atrair atenção.


