O deputado federal Sanderson (PL), eleito senador pelo Rio Grande do Sul, afirmou nesta quarta-feira (7) que Alexandre de Moraes e Dias Toffoli deveriam renunciar aos cargos no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele também defendeu a saída de Gilmar Mendes, decano da Corte.
Sanderson declarou que os três ministros estariam envolvidos em corrupção e disse que apresentará pedidos de abertura de processos de impeachment no primeiro dia de seu mandato no Senado. A posse está prevista para 1º de fevereiro de 2027.
“Os elementos são muito claros”, afirmou o parlamentar, ao justificar sua avaliação sobre os ministros. Ele classificou a investigação como uma determinação das urnas e disse que a medida serviria para “passar o Brasil a limpo”.
O senador eleito ressaltou, porém, que a abertura dos processos não significa que os ministros serão afastados. Segundo ele, o Congresso deverá verificar se houve crime de responsabilidade antes de decidir sobre eventual impeachment.
Sanderson foi o candidato ao Senado mais votado no Rio Grande do Sul nas eleições de domingo (4), com 30,11% dos votos. Ele ocupará uma das cadeiras do estado no Senado.
Escala de trabalho 6x1
Na Câmara dos Deputados, Sanderson votou a favor do fim da escala de trabalho 6x1. Para a discussão no Senado, contudo, defendeu a análise de uma proposta da oposição que prevê um regime alternativo baseado na remuneração pelas horas trabalhadas.
O deputado disse ter apoiado a medida porque não havia alternativa e criticou a velocidade da tramitação da proposta. Na avaliação dele, a discussão deveria ser deixada para a nova Legislatura, pois a proposta teria sido capturada pelo governo Lula (PT) com objetivos eleitorais.
Sanderson afirmou que o Senado já tem uma proposta para flexibilizar o regime de trabalho, permitindo que empregadores e trabalhadores decidam, em comum acordo, a quantidade de horas e o tipo de jornada. Ele defendeu que trabalhadores e empregados sejam chamados para participar da discussão antes de uma decisão.


