O Supremo Tribunal Federal (STF) cancelou o julgamento que discutiria os poderes investigativos da Polícia Federal. A análise prevista para esta quarta-feira, 9, trataria da atuação de delegados em investigações criminais, incluindo a possibilidade de requisitar diretamente perícias, informações, documentos e dados para instruir inquéritos.
A sessão plenária também poderia registrar manifestações de ministros sobre a crise instalada na Corte nos últimos dias. O presidente do STF, Edson Fachin, não apresentou justificativa para o cancelamento. Havia expectativa de que ele convocasse uma reunião entre os ministros ou adotasse alguma medida relacionada ao conflito.
A suspensão ocorreu depois de uma sequência de decisões sobre Andrei Rodrigues. Na terça (8), o ministro André Mendonça determinou a retirada de Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Nesta quarta, o ministro Flávio Dino revogou a medida e determinou a reintegração de Rodrigues à função.
Fachin havia aberto prazo para que todos os envolvidos se manifestassem sobre o caso. A tensão entre os ministros começou quando Mendonça divulgou um relatório da Polícia Federal com trocas de mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Depois, Moraes solicitou a inclusão de Mendonça como investigado no inquérito das fake news.
A Segunda Turma, da qual Mendonça faz parte, também teve sua sessão cancelada na terça-feira. Havia risco de que o colegiado fosse palco de manifestações sobre o conflito, assim como era esperado para o plenário nesta quarta-feira.


