BRASÍLIA — O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, criticou nesta quarta-feira (9) a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de reintegrar Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). Para Zema, a medida interfere na independência entre os integrantes do Judiciário.
A declaração ocorreu durante um evento com lideranças religiosas, em que Zema e o candidato a vice, senador Eduardo Girão (Novo-CE), apresentaram uma carta de princípios da chapa. O documento reúne 12 eixos e estabelece compromissos direcionados ao eleitorado religioso.
Zema afirmou que a decisão de Dino representa uma interferência no julgamento de outro integrante do Judiciário. “É uma aberração jurídica”, disse o candidato, ao questionar a reintegração de Rodrigues e defender o respeito à autonomia de cada autoridade responsável por julgar.
Apostas e política sobre drogas
Durante o encontro, Eduardo Girão apresentou as posições da chapa sobre apostas esportivas e drogas. Ele afirmou que um eventual governo de Zema teria como prioridade o combate às bets e defendeu medidas mais rigorosas contra os efeitos sociais e familiares associados ao vício em jogos.
“Somos permanentemente contra as bets. Se Deus permitir, o primeiro ato do presidente Zema será acabar com isso”, declarou Girão.
O senador também defendeu a aprovação da PEC Antidrogas, já aprovada pelo Senado e ainda pendente de análise da Câmara dos Deputados. Para Girão, a proposta é uma reação à flexibilização da política de combate às drogas.
A carta apresentada pela chapa inclui compromissos sobre liberdade religiosa, defesa da família e da vida, proteção da infância, segurança, educação e liberdades civis e individuais. O texto também aborda a participação dos pais na formação e na educação dos filhos, além da autonomia de igrejas e organizações religiosas.


