A Rússia anunciou que reagirá à decisão da Hungria de expulsar dez diplomatas russos. O Ministério das Relações Exteriores russo informou que responderá à medida, enquanto Maria Zakharova, porta-voz da chancelaria, afirmou que a reação será “dura e dolorosa”.
A expulsão foi determinada nesta terça-feira (8), conforme anunciou Anita Orbán, ministra das Relações Exteriores da Hungria. O embaixador russo no país também foi notificado da decisão na mesma data.
As autoridades húngaras concluíram que os integrantes da missão diplomática russa participaram de atividades incompatíveis com seu status e violaram a Convenção de Viena. O governo de Budapeste declarou que a medida tem como objetivo proteger a segurança e a soberania nacionais.
Apesar da expulsão, a ministra disse que a iniciativa não representa o rompimento das relações entre Hungria e Rússia. Em uma publicação nas redes sociais, Orbán afirmou: “A Hungria pretende continuar o diálogo necessário com base no respeito mútuo e na observância das regras”.
O embaixador russo na Hungria, Yevgeny Stanislavov, classificou a decisão como uma atitude hostil de Budapeste. Para ele, as declarações húngaras sobre a preservação do diálogo e da cooperação pragmática com Moscou não têm valor.
A medida ocorre em um período de deterioração das relações entre os dois países após a mudança de governo em 2026. Durante o governo do primeiro-ministro Viktor Orbán, a Hungria se opôs regularmente às sanções contra a Rússia na União Europeia e criticou o envio de ajuda militar à Ucrânia.
O sucessor de Orbán, Péter Magyar, também rejeita o fornecimento de armas a Kiev, mas adota uma posição crítica às ações de Moscou no contexto da guerra da Ucrânia. Ele defende ainda o fortalecimento dos vínculos da Hungria com a União Europeia e a Otan.


