Anthony Garotinho (Republicanos), candidato ao governo do Rio de Janeiro, afirmou nesta terça-feira (8) que votaria em Flávio Bolsonaro (PL) caso o senador enfrentasse Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno da eleição presidencial.
A declaração foi feita durante uma sabatina no SBT News. Garotinho disse que não vota no PT e avaliou que Flávio seria uma opção menos ruim, apesar de considerar que o senador tenha cometido erros. Ao ser questionado sobre quais seriam essas falhas, citou o pedido de dinheiro a Vorcaro.
Críticas ao PL no Rio
Embora tenha declarado apoio a Flávio em uma disputa contra Lula, Garotinho criticou a situação do PL no Rio de Janeiro. Ele mencionou Cláudio Castro, Bacellar e Canella, associando cada um a acusações ou previsões de prisão, e afirmou que a presença dessas figuras dificulta uma campanha do senador no estado.
Na entrevista, o candidato também respondeu a perguntas sobre sua trajetória política. Garotinho afirmou que foi preso quatro vezes, mas negou relação entre os episódios e o período em que governou o Rio de Janeiro, entre 1999 e 2002. Segundo ele, as prisões ocorreram quando era secretário em Campos, em casos relacionados à acusação de distribuição do Cheque Cidadão em troca de votos.
Garotinho ainda afirmou ter recuperado os direitos de campanha depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) conceder uma liminar que suspendeu restrições determinadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). Ele disse acreditar que novas tentativas serão feitas para impedir sua candidatura.
O candidato atribuiu essas ações a grupos que, em sua avaliação, controlam a política municipal e estadual do Rio. Citou Eduardo Paes como representante do grupo municipal e Douglas Ruas como representante do estadual, além de se apresentar como um candidato fora dessas estruturas.


