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Vélez diz que domínio da inteligência artificial definirá espaço profissional

Fundador do Nubank afirma que a IA amplia a produtividade e relata adoção da tecnologia em 98% da organização.

Vélez diz que domínio da inteligência artificial definirá espaço profissional
Foto: Divulgação Fiesp

O fundador e CEO do Nubank, David Vélez, afirmou que a inteligência artificial não deve substituir diretamente os trabalhadores, mas pode favorecer profissionais que saibam usá-la. Para ele, a disputa no mercado será entre pessoas e empresas mais preparadas para incorporar a tecnologia ao trabalho.

A declaração foi feita nesta quarta-feira (16), durante o evento Vale do Silício @Brasil, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O público reunia empreendedores, investidores, executivos, acadêmicos e representantes do setor público.

“Um humano utilizado uma IA vai tirar seu emprego”, disse Vélez. A avaliação do executivo é que o risco de perda de espaço profissional não está apenas na substituição de pessoas por máquinas, mas na vantagem obtida por concorrentes que adotam ferramentas de inteligência artificial e atualizam seus processos.

Produtividade e mudança interna

Vélez afirmou que a transformação digital não tem como foco obrigatório a redução das equipes. Na visão apresentada por ele, os ganhos de produtividade podem ser usados para manter a mesma quantidade de pessoas e ampliar as entregas ou para realizar as mesmas tarefas com menos trabalhadores. O Nubank, segundo o executivo, escolheu a primeira alternativa no Brasil.

A empresa passou a comunicar internamente que o uso da IA faria parte das competências profissionais. Para Vélez, essa orientação reduziu o receio de demissões e ajudou os funcionários a enxergar a tecnologia como uma oportunidade de trabalho.

A adoção da inteligência artificial no Nubank, de acordo com o CEO, avançou de 25% para 98% da organização, abrangendo todas as funções. A empresa teria mantido a mesma estrutura enquanto aumentava o volume de entregas, em vez de direcionar os ganhos de produtividade para cortes de pessoal.

O processo começou com resistência, inclusive entre áreas técnicas que, segundo Vélez, demonstravam mais ceticismo. A mudança ocorreu quando essas equipes passaram a testar a incorporação da IA em seus fluxos de trabalho e observaram resultados positivos.

Atualmente, o Nubank busca tornar 100% da equipe fluente na tecnologia e oferece limites ilimitados de tokens para acelerar o aprendizado. A empresa também mapeou 120 processos e criou novos fluxos com a IA como elemento central. Vélez descreveu essa etapa como uma reinvenção da organização.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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