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Investigação sobre verba de filme de Bolsonaro terá dados enviados ao STF

Decisão de Flavio Dino também libera mais de 5 mil documentos e transfere à Polícia Federal materiais apreendidos em São Paulo.

Investigação sobre verba de filme de Bolsonaro terá dados enviados ao STF

A Polícia Federal receberá celulares, computadores, documentos e outros materiais apreendidos pela Polícia Civil em operações realizadas em junho. A determinação é do ministro Flavio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que também enviou à Corte os elementos reunidos pela Justiça paulista na investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

A decisão retirou o sigilo de mais de 5 mil documentos e levou para o STF a análise sobre a competência para conduzir o caso. A possibilidade de envolvimento de um deputado federal é um dos motivos apresentados por Dino para concentrar a apuração no tribunal.

Suspeita de uso irregular de emendas

A investigação começou em São Paulo e envolve a produtora Go Up Entertainment Ltda. O foco está em possíveis desvios de recursos públicos relacionados a emendas parlamentares e contratos municipais ligados a aliados do deputado federal Mário Frias (PL-SP). Entre os nomes citados está a empresária Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora.

Frias, que também aparece como produtor executivo do filme, é apontado nos documentos como um dos principais investigados. Conforme os elementos descritos no despacho, ele teria repassado valores à Go Up em montantes incompatíveis com os rendimentos declarados e com os créditos encontrados em suas contas bancárias.

A Polícia Federal avalia a hipótese de que o deputado tenha integrado uma suposta organização criminosa formada por agentes públicos e privados. A suspeita é de que recursos obtidos por meio de emendas tenham sido direcionados a empresas contratadas de maneira irregular, sem comprovação efetiva da prestação dos serviços. Dino afirmou que, “no terreno hipotético da investigação”, Frias teria uma posição de liderança nessa estrutura.

Na última quinta-feira (10), Frias e Gama foram alvo da Operação Make Up, conduzida pela PF com apoio da Controladoria-Geral da União. A apuração considera que R$ 2 milhões em emendas destinadas pelo deputado teriam sido encaminhados ao Instituto Conhecer Brasil e depois usados para financiar o filme. Foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.

O caso relacionado ao possível uso de emendas é uma das duas investigações no STF sobre o financiamento da obra. A outra está sob relatoria do ministro André Mendonça.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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