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Economia

Copom avalia corte da Selic para 13,75% ao ano

Reunião começou nesta terça-feira (15), com decisão prevista para quarta-feira (16), em meio à desaceleração da inflação e da atividade.

Copom avalia corte da Selic para 13,75% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central iniciou nesta terça-feira (15) a reunião que definirá a próxima taxa básica de juros. A expectativa predominante no mercado é de redução de 0,25 ponto percentual na Selic, dos atuais 14% para 13,75% ao ano. O anúncio está previsto para a noite de quarta-feira (16).

A possibilidade de corte ganhou força com sinais de desaceleração da inflação e da atividade econômica. Ainda assim, o Banco Central deve manter cautela diante das expectativas de inflação acima da meta, das incertezas sobre as contas públicas e de um ambiente internacional mais pressionado.

Inflação e atividade econômica

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,32% em agosto. No segundo trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,5%, mas o consumo das famílias caiu 0,4%.

Também houve sinais de enfraquecimento em outros indicadores. A produção industrial avançou 0,2% em julho, abaixo da expectativa de 0,5%. O Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br) recuou 0,64% em junho, ante uma projeção de queda de 0,50%.

A taxa de desemprego permaneceu em 5,3%, enquanto o Caged registrou a criação de 58,6 mil vagas formais, quase metade das 115 mil esperadas.

Camilo Cavalcanti, gestor de portfólio da Oby Capital, avaliou que parte da melhora da inflação decorre de fatores temporários, como o bônus de Itaipu nas contas de energia. Ele também identificou sinais mais persistentes de desaceleração dos preços de serviços. Para o gestor, “o processo de desinflação corrente, somado à moderação mais clara da atividade, deve dar ao Copom conforto para estender o ciclo por mais uma reunião”.

A Oby Capital projeta outro corte de 0,25 ponto em novembro e manutenção da taxa em dezembro, com a Selic em 13,50% no fim de 2026.

Projeções para os próximos passos

A Warren Rena considera o corte de 0,25 ponto o cenário mais provável. Relatório assinado por Luis Felipe Vital, chefe de Estratégia Macro e Dívida Pública, informa que os contratos futuros indicavam redução próxima dessa magnitude, enquanto opções digitais apontavam probabilidade de 95% de corte.

A instituição avalia que o Banco Central deve evitar compromissos explícitos sobre as próximas decisões, devido ao nível elevado de incerteza. O Santander também prevê redução nesta quarta-feira, mas espera uma pausa no ciclo depois de setembro. O banco elevou de 3,2% para 3,3% sua projeção de inflação no horizonte relevante, principalmente pela piora das expectativas do Boletim Focus e pela alta do petróleo.

Riscos para a política monetária

As expectativas de inflação para 2027 continuam distantes da meta de 3%, que admite tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, entre 1,5% e 4,5%. A ausência de uma trajetória mais clara para as contas públicas também é apontada como um fator que pode dificultar a reancoragem das expectativas e limitar a velocidade dos cortes.

No exterior, o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, também se reúne nesta semana. Pressões inflacionárias e preços de energia mais altos podem influenciar o cenário. Uma eventual elevação dos juros americanos reduziria a diferença entre as taxas dos dois países, pressionaria o câmbio brasileiro e restringiria cortes mais agressivos da Selic.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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