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Economia

Ibovespa recua com commodities em baixa e incertezas políticas

Índice cai apesar da alta em Nova York e na Europa, enquanto investidores avaliam inflação, juros e pesquisas eleitorais.

Ibovespa recua com commodities em baixa e incertezas políticas

O Ibovespa recuava nesta sexta-feira, 11, pressionado pela queda das commodities e pelas incertezas no cenário político brasileiro. O movimento ocorria apesar da alta das bolsas de Nova York e da Europa e depois da valorização do índice na sessão anterior.

Às 11h26, o principal indicador da B3 caía 0,81%, para 186.741,76 pontos, menor nível do dia. Na máxima, havia avançado 0,17%, aos 188.586,47 pontos, enquanto a abertura foi estável, em 188.267,71 pontos.

A divulgação do IPCA de agosto provocou queda dos juros futuros e reforçou as apostas de um novo corte de 0,25 ponto porcentual na Selic. O índice de preços caiu 0,32% no mês, depois de alta de 0,07% em julho, e acumulou variação positiva de 4,22% em 12 meses, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As medianas da pesquisa Projeções Broadcast apontavam deflação de 0,29% e alta acumulada de 4,26%.

Para Marcelo Bassani, economista e fundador da Boa Brasil Capital, a deflação “abre caminho” para que a Selic passe de 14% para 13,75% na quarta-feira que vem. Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, avaliou que o resultado do IPCA ajudou a Bolsa no início do pregão, mas afirmou que a inflação americana era um fator negativo.

Nos Estados Unidos, o CPI subiu 0,4% em agosto na comparação mensal e 3,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior, em linha com as expectativas. O resultado sustentou as apostas de elevação dos juros pelo Federal Reserve, o banco central americano, na quarta-feira que vem. Vinicius Flores, gestor de investimentos e sócio da Stratton Capital, disse que os dados não demonstraram uma tendência de desinflação na economia dos Estados Unidos.

A queda de 1,78% do minério de ferro em Dalian e de 2,52% em Singapura também pesava sobre o índice. O petróleo recuava mais de 2%, após alta de quase 6% na véspera, em meio a preocupações com a oferta relacionadas aos conflitos entre Estados Unidos e Irã.

No campo político, investidores aguardavam a pesquisa eleitoral Datafolha prevista para esta sexta-feira, 11. O levantamento Futura/100% Cidades, divulgado no mesmo dia, apontou Luiz Inácio Lula da Silva na liderança do primeiro turno, com 39,2% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33,6%.

A pesquisa também registrou Augusto Cury com 6,4%, Ronaldo Caiado com 4,4%, Renan Santos com 4,3%, Pablo Marçal com 2,3% e Romeu Zema com 0,7%.

O risco político permanecia no radar dos operadores após André Mendonça, a pedido do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, derrubar o sigilo do inquérito sobre fraudes do Banco Master, de Daniel Vorcaro, e de outros 14 processos. Foram preservados documentos que poderiam prejudicar as investigações. O STF também publicou dois contratos do Master com o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes.

Na quinta-feira, o Ibovespa fechou com alta de 1,42%, aos 188.268,59 pontos, e acumulava valorização de 1,69% na semana. O avanço refletiu a reação do mercado a pesquisas eleitorais que indicavam possibilidade de vitória da oposição e aos desdobramentos da crise no STF.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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