A notícia e o que está por trás
Economia

Juros dos Treasuries atingem máxima desde 2007 e pressionam ações em Nova York

A alta do petróleo e um dado de inflação ao produtor ampliaram a cautela dos investidores e levaram os principais índices a fechar em queda.

Juros dos Treasuries atingem máxima desde 2007 e pressionam ações em Nova York

A bolsa de Nova York encerrou esta quinta-feira (10) em baixa depois que o rendimento dos títulos públicos dos Estados Unidos avançou para o maior nível desde 2007. A taxa dos papéis com vencimento em 30 anos chegou a 5,37%, em reação negativa do mercado ao novo dado de inflação ao produtor.

O Dow Jones caiu 0,60%. O Nasdaq recuou 0,65%, enquanto o S&P 500, índice ampliado, perdeu 0,58%.

O relatório divulgado nesta quinta-feira mostrou aceleração do índice de preços ao produtor (PPI) nos Estados Unidos. Na comparação anual, o indicador atingiu +5,4% no mês passado, ante +4,8% de julho. A leitura reforçou a expectativa de juros mais altos e pressionou o mercado da dívida.

A movimentação dos títulos ocorreu em um ambiente de forte valorização do petróleo. O Brent superou 107 dólares o barril, e as cotações dos hidrocarbonetos caminham para permanecer acima de 100 dólares por barril. O preço do petróleo cru não registrava nível tão alto desde maio.

O aumento do prêmio de risco incorporado aos preços do petróleo está relacionado, conforme a avaliação apresentada, à prolongação de um conflito e às novas perturbações no comércio. Jose Torres, da Interactive Brokers, afirmou que “não está previsto nenhum alívio de imediato”, diante da continuidade dos confrontos armados entre Washington e Teerã.

O presidente americano, Donald Trump, declarou que haverá uma suspensão “imediata” da guerra com o Irã depois das eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, no começo de novembro.

Para Angelo Kourkafas, analista da Edward Jones, a combinação entre petróleo mais caro e títulos da dívida com rendimento maior passou a afetar o comportamento dos investidores. Ele também avaliou que a persistência dos preços elevados da energia reforça a perspectiva de inflação mais alta por mais tempo.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.