A análise do material apreendido nas investigações não apontou, segundo Paulo Gonet, prática de ilícito atribuível ao procurador-geral da República. Durante sessão extraordinária do STF sobre os desdobramentos do caso Banco Master, ele disse que as mensagens encontradas não tinham relevância jurídica.
Gonet afirmou que teve apenas um encontro com Daniel Vorcaro, em abril de 2024, na presença de diversas autoridades. Também relatou uma ligação intermediada por advogado, descrita por ele como “brevíssima e banal”. O procurador-geral negou qualquer relação de proximidade com Vorcaro.
A manifestação ocorreu depois que o nome de Gonet e o cargo de procurador-geral da República foram mencionados nas discussões do plenário. Ele ressaltou que o chefe da Procuradoria-Geral da República só pode ser investigado mediante autorização do órgão competente do Ministério Público Federal.
Defesa da atuação institucional
Gonet também sustentou que o Ministério Público atuou para esclarecer os fatos e avançar na persecução penal, tanto em primeiro grau quanto no STF. Ele afirmou que, sem viés na análise dos fatos, a instituição foi precisa e correta no exercício do papel de titular da ação penal.
Ao encerrar sua manifestação, o procurador-geral agradeceu a André Mendonça por ter reconhecido, conforme Gonet, que o material colhido não indicava prática ilícita atribuível ao chefe da Procuradoria-Geral da República. Gonet também reiterou a idoneidade da atuação da instituição.



