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Justiça

Fux aponta ausência de conexão entre procedimentos que envolvem Moraes e Mendonça

Ministro considerou legítima a decisão de Fachin de levar ao plenário a discussão sobre a tramitação dos casos no STF.

Fux aponta ausência de conexão entre procedimentos que envolvem Moraes e Mendonça

A análise sobre a possível investigação de Alexandre de Moraes deve continuar separada do caso que envolve André Mendonça. Essa foi a posição apresentada nesta terça-feira, 15, pelo ministro Luiz Fux, do STF, ao votar pela manutenção do encaminhamento adotado no plenário.

Fux acompanhou o presidente da Corte, Edson Fachin, e levou o placar da questão de ordem a 4 a 3. A discussão trata da possibilidade de suspender o julgamento relacionado a Moraes para que ele seja examinado junto às acusações contra Mendonça, em sessão marcada para o dia 23.

Procedimentos com objetos diferentes

Na avaliação de Fux, os procedimentos não têm conexão suficiente para serem reunidos. O ministro distinguiu o conteúdo de cada um e afirmou: “Uma alega abuso de autoridade. A outra alega atos supostamente ilícitos praticados por um membro da Corte.”

Ele também disse que não existem, neste momento, duas causas penais passíveis de reunião. Segundo Fux, o material encaminhado a Fachin é formado por informações que deram origem a uma divergência sobre qual dos ministros teria competência para deliberar a respeito dos fatos.

“Não há causas penais. Não há processo criminal. Não há inquérito”, declarou o ministro. Para ele, trata-se de um incidente de competência entre Fachin e Moraes, embora os fatos analisados sejam distintos.

Decisão sobre o encaminhamento

Ao iniciar o voto, Fux afirmou que o regimento não estabelece expressamente como agir diante da situação submetida ao plenário. Nos casos não previstos, disse, caberia ao presidente do Tribunal resolver a questão.

Com base nesse entendimento, o ministro considerou legítima a atuação de Fachin. O presidente poderia ter decidido sozinho sobre as informações recebidas, mas optou por submetê-las ao plenário. Fux também afastou, nessa etapa, a necessidade de contraditório.

Ao final, o ministro votou pela continuidade da análise sobre Moraes sem sua reunião com o caso de Mendonça. O processo é identificado como Pet 16.662.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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