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Justiça

Manifesto com 157 signatários cobra investigação sobre suspeitas no STF

Documento pede apuração independente, afastamento cautelar de investigados e código de conduta para cortes e órgãos de controle.

Manifesto com 157 signatários cobra investigação sobre suspeitas no STF

Empresários, economistas, acadêmicos, cientistas e outras personalidades lançaram nesta quarta-feira, 9, um manifesto que pede investigação das suspeitas envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e outras autoridades. O documento tem 157 signatários e defende que a apuração seja independente, rápida e abrangente.

Intitulado “Pela Lei e pelo Brasil”, o manifesto também propõe o afastamento cautelar de pessoas que venham a ser formalmente investigadas. Outra reivindicação é a criação de um código de conduta obrigatório para as cortes superiores e para os órgãos responsáveis por investigação e acusação.

A iniciativa ocorre durante os desdobramentos das investigações relacionadas ao Banco Master e após a divulgação de informações sobre mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador da instituição financeira.

Críticas ao funcionamento das instituições

Os signatários afirmam que as suspeitas alcançam integrantes do Supremo, as cúpulas da Polícia Federal e do Ministério Público, o Congresso Nacional e pessoas próximas aos grupos políticos de Jair Bolsonaro e de Luiz Inácio Lula da Silva. Para o grupo, as instituições devem esclarecer os fatos e eventuais responsabilidades com urgência, sem afastar as garantias do devido processo legal.

O manifesto sustenta que a mobilização não tem como alvo pessoas determinadas. A finalidade declarada é proteger as instituições e defender que a lei seja aplicada da mesma maneira a todos. Em um dos trechos, o documento afirma: “não constituem um episódio isolado. São a consequência de um sistema doente”.

A preocupação apresentada vai além da imagem individual de autoridades. Segundo o texto, a confiança nas instituições pode ser afetada quando decisões dos sistemas judiciário, policial e de controle são vistas como vulneráveis à proximidade pessoal, a interesses ou a negociações.

O movimento retoma uma manifestação divulgada em dezembro de 2025, quando um grupo semelhante já havia defendido a criação de um código de conduta para o Supremo.

Entre os signatários estão os economistas André Lara Resende, Armínio Fraga, Gustavo Franco, Elena Landau, Ana Paula Vescovi, Persio Arida e Mailson da Nóbrega. A relação também inclui Luiza Helena Trajano, Frederico Trajano, Guilherme Leal, Fábio Barbosa, Pedro Parente, Walter Schalka, Paulo Kakinoff, Eduardo Sirotsky Melzer e José Galló.

Luciano Huck, Nelson Motta, Mayana Zatz, Fernando Reinach e Sílvio Meira também subscrevem o documento. O grupo Mulheres do Brasil aparece entre os apoiadores.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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