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Petróleo recua nesta sexta, mas acumula alta de até 9,37% na semana

Tensões no Oriente Médio pressionaram as cotações, enquanto riscos ao refino e à navegação ampliaram as preocupações sobre a oferta.

Petróleo recua nesta sexta, mas acumula alta de até 9,37% na semana

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira, 11, após a forte valorização registrada ao longo da semana. O movimento ocorreu em meio às tensões no Oriente Médio e aos riscos para o transporte marítimo no Estreito de Bab-al-Mandeb, rota que passou a ser uma alternativa ao Estreito de Ormuz.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para outubro recuou 2,3%, equivalente a US$ 2,43, e terminou o pregão a US$ 100,05 por barril. O Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), caiu 2,81%, ou US$ 3,02, para US$ 104,61 por barril.

Apesar da baixa diária, os dois principais referenciais tiveram ganhos expressivos na semana. O WTI avançou 9,37%, enquanto o Brent subiu 8,65%.

Avanço no Mar Vermelho

A milícia houthis, do Iêmen, chegou nesta sexta-feira à ilha de Perim, em Bab al-Mandeb. Forças do governo iemenita teriam deixado a ilha, e os houthis também assumiram o controle de Dhubab, no Mar Vermelho. O avanço pode ampliar a influência do grupo sobre a rota marítima.

Mais de 100 conselheiros militares dos Estados Unidos estão na Arábia Saudita, fornecendo inteligência e apoio estratégico para a definição de alvos contra os houthis. Ministros das Relações Exteriores do Golfo devem se reunir na segunda-feira, em Omã, com o chanceler iraniano Abbas Araghchi. O encontro busca apoio regional para um acordo temporário sobre a navegação em Ormuz.

A Agência Internacional de Energia alertou que a escassez de produtos refinados está “mais aguda” e avaliou que o impacto sobre o petróleo bruto é insignificante diante das dificuldades com diesel e gasolina. A entidade também prevê quedas mais acentuadas no consumo e na oferta mundial de petróleo neste ano.

Para Pavel Molchanov, analista da Raymond James, os dados da agência indicam perdas de demanda equivalentes às registradas em 2008/09 durante a crise financeira global. “Uma parte da destruição dessa demanda pode ser permanente”, afirmou.

O governo dos EUA avalia usar uma legislação de defesa para ampliar a capacidade de refino do país, diante da vulnerabilidade da oferta global e da alta dos preços dos combustíveis.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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