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Política

Conselho Superior do MPF avaliará procedimento envolvendo Paulo Gonet

Colegiado examinará mensagens e outros elementos para decidir sobre novas medidas e a atuação de Gonet no caso Banco Master.

Conselho Superior do MPF avaliará procedimento envolvendo Paulo Gonet

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) vai examinar, em 25 de setembro, um procedimento relacionado à atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, no caso Banco Master. A análise envolve a relação atribuída a Gonet com Daniel Vorcaro, ex-controlador da instituição.

A apuração interna foi aberta depois da divulgação de mensagens atribuídas a Vorcaro. Nas conversas, o nome do procurador-geral aparece em referências ao banco e a contatos com autoridades. O colegiado deverá avaliar esse material e os demais elementos reunidos para decidir se são necessárias novas providências.

Também estará em discussão a permanência de Gonet à frente dos procedimentos ligados ao caso. Entre os possíveis desdobramentos estão o arquivamento do procedimento ou a adoção de novas medidas, conforme o entendimento dos integrantes do Conselho Superior do MPF.

Gonet nega proximidade

Na terça-feira (15), Gonet negou ter mantido uma relação de proximidade com Vorcaro. O procurador-geral afirmou que os dois se encontraram apenas uma vez, em abril de 2024, durante uma reunião com diversas autoridades. Disse ainda que houve somente uma ligação, intermediada por um advogado, e que a conversa foi breve e sem relevância.

“Não existe, nem tive, relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro”, declarou Gonet. Ele também afirmou que se considera juridicamente apto a seguir atuando nos procedimentos relacionados ao Banco Master.

O procurador-geral defendeu a condução das investigações pelo MPF. Segundo ele, procuradores de primeira instância e integrantes da Procuradoria-Geral da República trabalharam para esclarecer os fatos e dar andamento à persecução penal. Gonet disse que a instituição atuou de forma precisa e correta no exercício de sua atribuição como titular da ação penal.

Gonet também afirmou ter recebido com satisfação a manifestação do ministro André Mendonça de que os elementos examinados não indicariam, até o momento, a prática de irregularidade por parte do chefe da Procuradoria-Geral da República.

A abertura do procedimento não representa, por si só, uma conclusão de crime ou irregularidade. O objetivo do Conselho é verificar se há elementos para aprofundar a apuração e se existe algum impedimento à atuação de Gonet no caso Banco Master. O episódio ocorre durante a crise institucional que envolve ministros do Supremo Tribunal Federal, a Procuradoria-Geral da República e as investigações sobre o banco.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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