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Política

Dino defende Moraes e rejeita acusação de abuso em inquérito do STF

Ministro afirmou que investigação foi validada pelo plenário e criticou a indefinição sobre o rito do processo contra Moraes.

Dino defende Moraes e rejeita acusação de abuso em inquérito do STF

O ministro Flávio Dino defendeu Alexandre de Moraes durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal que discute a autorização para investigar o magistrado. Dino rejeitou a acusação de que Moraes tenha abusado de procedimentos ao incluir André Mendonça no inquérito 4.781, conhecido como “inquérito das fake news”.

A inclusão ocorreu depois de um pedido para investigar Mendonça com base em conversas encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Mendonça foi posteriormente retirado do processo por decisão de Edson Fachin, presidente do STF, que também assumiu individualmente a relatoria do inquérito.

Dino votou a favor da suspensão da sessão para que o processo contra Moraes fosse analisado junto com a ação que acusa Mendonça de desvios de função e abuso de poder na investigação sobre o próprio Moraes. Para o ministro, a análise conjunta permitiria discutir o rito e os limites do caso.

Argumento sobre a validade do inquérito

Durante o voto, Dino lembrou que o inquérito foi aberto em 2019 por Dias Toffoli para investigar ataques contra ministros do STF. Em junho de 2020, o plenário validou a investigação por 10 a 1. O único voto contrário foi o de Marco Aurélio Mello, hoje aposentado.

“Não tem inquérito arbitrário do Alexandre e do Toffoli, não”, afirmou Dino. Para ele, Moraes, ao tomar decisões no procedimento, encaminhava os atos ao presidente da Corte. O ministro classificou como “mentira” a tese de abuso e arbitrariedade e disse que Moraes não ultrapassou o alcance da investigação ao incluir Mendonça.

Dino também afirmou que a indefinição sobre o rito e sobre quem poderá votar cria um impasse com consequências negativas para o STF. Segundo ele, a situação poderia abrir espaço para novos pedidos de investigação envolvendo ministros e parentes citados no caso Master, entre eles Toffoli, Kássio Nunes Marques e Luiz Fux.

Ao se dirigir a Fachin, Dino questionou se Mendonça poderia votar em um pedido de investigação que ele próprio apresentou contra Moraes. “Vossa excelência não sabe a resposta e nem eu”, disse.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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