A retirada do sigilo da investigação sobre as fraudes financeiras do Banco Master levou o senador Rogério Marinho (PL-RN) a pedir medida semelhante no inquérito das fake news. Na quinta-feira (10), ele cobrou que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determine a abertura dos dados dessa investigação.
A manifestação foi publicada no X, antigo Twitter. Marinho coordena a campanha à Presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e afirmou que Fachin havia atendido a uma solicitação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao requerer a divulgação dos conteúdos relacionados ao caso Banco Master.
Decisão sobre o Banco Master
Na noite da quinta-feira (10), o ministro André Mendonça retirou o sigilo do inquérito que apura as fraudes financeiras envolvendo o banco. O magistrado informou que “estão sendo adotadas as providências administrativas necessárias” para encaminhar cópia integral dos autos aos demais integrantes da Corte.
A decisão respondeu a um pedido apresentado horas antes por Fachin. O presidente do STF justificou a solicitação pela proximidade do julgamento agendado para a terça-feira (15). A análise envolve um relatório da Polícia Federal (PF) sobre supostas conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Questionamentos de Marinho
Ao comentar a divulgação dos elementos do caso, Marinho parabenizou Fachin por atender ao pedido atribuído por ele a Lula. Em seguida, defendeu que o mesmo critério seja aplicado ao inquérito das fake news e das milícias digitais.
O senador afirmou esperar que a sociedade possa compreender o que classificou como perseguição e descumprimento da lei praticados por Alexandre de Moraes. O pedido, portanto, foi apresentado como uma cobrança para que o padrão adotado na investigação do Banco Master também alcance o inquérito que Marinho critica.


