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Política

No STF, debate sobre investigação reúne críticas à PF, à Lava Jato e à disputa eleitoral

Sessão sobre mensagens entre Alexandre de Moraes e Vorcaro teve referências à NASA, à máfia italiana e a Fábio Porchat.

No STF, debate sobre investigação reúne críticas à PF, à Lava Jato e à disputa eleitoral

O julgamento no Supremo Tribunal Federal sobre a abertura de uma investigação a respeito de mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e Vorcaro foi marcado por críticas à condução de investigações e à aproximação da Corte com o ambiente eleitoral. Durante a sessão, ministros também recorreram a referências à NASA, à máfia italiana, ao comediante Fábio Porchat e à expressão “corar frade de pedra”.

Gilmar Mendes contestou a decisão de André Mendonça de afastar Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Para o ministro, a medida equivaleria a afastar o presidente da NASA ou retirar o comandante do Exército, por se tratar de uma instituição armada submetida à hierarquia.

Mendes também criticou a forma como foram conduzidas investigações relacionadas ao Banco Master e mencionou o que chamou de “vazamento seletivo” de informações de gabinetes de ministros do Supremo. Em sua avaliação, uma apuração parcial é viciada e não permite que um tribunal delibere com liberdade. Ele comparou a situação ao código de silêncio associado à máfia italiana e afirmou: “Até a máfia tem ética. É preciso ter decência, não se comportar desta forma”.

Referências à Lava Jato e à crise na Corte

Ao retomar uma expressão usada anteriormente no julgamento sobre a suspeição de Sergio Moro no caso do triplex do Guarujá, Gilmar Mendes voltou a criticar métodos da Lava Jato. Na ocasião anterior, ele havia questionado a atuação da 7ª Vara do Rio de Janeiro e dito que os fatos relacionados à unidade eram capazes de “corar frade de pedra”.

Na sessão desta terça-feira (15), o ministro empregou novamente a expressão ao criticar o que considerou uma condução marcada por desfaçatez. Ele também afirmou que, em nome de Deus, já foram praticadas muitas ações indevidas.

Flávio Dino, por sua vez, citou uma publicação de Fábio Porchat para comentar a quantidade de ofícios encaminhados à Presidência do Tribunal durante a crise na Corte. Dino comparou o cenário a um vídeo do comediante sobre jornalistas e disse que a situação se aplicava ao juízo do tribunal.

Eleições e participação dos ministros

Gilmar Mendes afirmou ainda que o Supremo deveria ser afastado do contexto eleitoral. Ele classificou como “aprendizes de feiticeiro” os que, em sua avaliação, tentaram levar a Corte para a disputa política. O ministro também criticou uma suposta condução político-eleitoral, mencionando a escolha do 7 de setembro e os “pixulecos”.

Edson Fachin abriu a sessão dizendo que a decisão teria peso para o tribunal e declarou: “O País olha para esta Corte. A história também olhará para este momento”. Gilmar Mendes e Flávio Dino fizeram apartes para questionar o julgamento e a relatoria de Fachin, que defendeu a postura da Corte.

Kassio Nunes Marques não participou da votação e deixou o plenário. Dias Toffoli também não participou da votação, mas informou que permaneceria para acompanhar a sessão.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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