O dólar à vista retomou a alta nesta sexta-feira, 11, depois de oscilar no início dos negócios. A moeda brasileira foi pressionada pelo recuo do petróleo e do minério de ferro, além do avanço do dólar e dos juros dos Treasuries no exterior, embora a moeda americana tenha perdido força diante de outras divisas emergentes.
O movimento também refletiu a divulgação do IPCA de agosto. O índice caiu 0,32%, resultado abaixo da mediana de -0,29% projetada pelos analistas. Em julho, o indicador havia subido 0,07%. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 4,22%, ante expectativa de 4,26%.
A leitura mais fraca do índice reduziu a força dos juros futuros e reforçou as apostas de um novo corte de 25 pontos-base na Selic na próxima semana. No exterior, os investidores aguardam o CPI dos Estados Unidos depois de o PPI superar as expectativas. Os dados serão usados para ajustar as projeções para a decisão do Fed na próxima quarta-feira (16).
Debate fiscal e investigação
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu a estabilização das regras fiscais e a redução dos juros antes do avanço de uma agenda de desenvolvimento. Como representante econômico da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ele afirmou que o governo deve terminar com juros próximos dos níveis atuais. Também mencionou a queda do risco País, de 229 pontos no fim do governo Bolsonaro para 120 atualmente.
Em outra frente, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de inquérito para investigar a atuação de Flávio Bolsonaro no financiamento do filme “Dark Horse”. A apuração envolve suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. Mensagens e planilhas apreendidas pela Polícia Federal indicam que Flávio pediu R$ 131 milhões a Daniel Vorcaro, dos quais R$ 60 milhões teriam sido pagos. Flávio nega irregularidades e diz que os recursos eram privados.
No cenário internacional, os houthis, alinhados ao Irã, chegaram à ilha de Perim, no Estreito de Bab al-Mandeb, após a retirada de forças do governo iemenita. O grupo também tomou Dhubab, no Mar Vermelho. O avanço amplia o controle sobre uma rota marítima crucial e pode pressionar o petróleo, especialmente após o fechamento de Ormuz.


