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Justiça

STJ autoriza retirada de sobrenome paterno após condenação de irmãos

Decisão unânime considerou que a associação com o nome familiar causava intenso sofrimento moral à mulher de 80 anos.

STJ autoriza retirada de sobrenome paterno após condenação de irmãos

A 3ª turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou, por unanimidade, que uma mulher de 80 anos retire do registro civil o sobrenome paterno. A decisão considerou que a permanência do nome lhe causava intenso sofrimento moral depois de seus irmãos terem sido condenados pelo homicídio de seu marido.

A relatora do caso, ministra Daniela Teixeira, afirmou que a mulher pediu a alteração porque passou a associar o sobrenome à condenação dos irmãos. Durante o julgamento, a ministra também registrou que não havia dívida, suspeita ou suposição de fraude envolvendo a mulher.

Fundamentação

O caso chegou ao STJ em recurso do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP/RJ). O órgão sustentou que a exclusão de sobrenome de origem familiar pode ser autorizada quando sua manutenção afeta direitos da personalidade e a dignidade da pessoa, desde que não cause prejuízo a terceiros.

Com base nessas circunstâncias, Daniela Teixeira votou pelo conhecimento e provimento do recurso especial para permitir a supressão do sobrenome paterno. Os demais ministros acompanharam a relatora.

O processo é o REsp 2.179.426.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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