A notícia e o que está por trás
Mundo

Banco da Rússia conserva juros em 14% diante de riscos inflacionários

Autoridade monetária manteve a taxa básica e projetou inflação entre 6% e 7% em 2026, com retorno à meta em 2027.

Banco da Rússia conserva juros em 14% diante de riscos inflacionários

O Banco da Rússia manteve nesta sexta-feira (11) a taxa básica de juros em 14% ao ano. A decisão foi tomada em um cenário de pressões correntes sobre os preços e de riscos inflacionários ainda predominantes, embora o crescimento da economia esteja moderado e a demanda, em desaceleração.

A autoridade monetária informou que a inflação persistente acelerou para uma faixa de 5% a 6% em termos anualizados. O movimento foi associado principalmente à redução temporária da capacidade produtiva em alguns setores. A avaliação do banco é que os preços devem perder força quando esses efeitos diminuírem e a demanda agregada avançar de maneira contida.

Em julho, os preços com ajuste sazonal subiram 11,6% em termos anualizados, contra uma média de 5,3% no segundo trimestre. No mesmo período de comparação, o núcleo da inflação passou de 4,6% para 7%. Combustíveis, frutas e hortaliças tiveram influência relevante sobre o comportamento recente dos preços. A inflação anual foi estimada em 6,3% em 7 de setembro.

Riscos para os preços

As expectativas de inflação de consumidores, empresas e participantes do mercado financeiro continuam elevadas, segundo o Banco da Rússia. Para a instituição, esse quadro pode dificultar uma desaceleração sustentada. Os riscos de alta aumentaram e superam os desinflacionários no médio prazo, em razão de desequilíbrios entre oferta e demanda, salários crescendo acima da produtividade e tensões geopolíticas.

No cenário-base, o banco prevê inflação entre 6% e 7% em 2026 e retorno à meta de 4% em 2027. As próximas decisões dependerão da inflação, das expectativas e dos riscos internos e externos. A reunião seguinte está marcada para 23 de outubro.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.