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BCE eleva juros em 25 pontos-base em decisão unânime

Christine Lagarde afirmou que a inflação deve voltar à meta apenas no final de 2027 e evitou indicar os próximos passos dos juros.

BCE eleva juros em 25 pontos-base em decisão unânime

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou nesta quinta-feira, 10, que a decisão de elevar a taxa básica de juros em 25 pontos-base foi unânime e considerada “muito fácil” pelos dirigentes da instituição. O consenso, segundo ela, refletiu a avaliação sobre os riscos associados à inflação elevada.

As expectativas de inflação para períodos mais curtos continuam altas, enquanto as projeções de longo prazo permanecem em 2%. Lagarde disse que os preços de energia devem afetar inicialmente produtos básicos e, depois, os alimentos. A previsão do BCE é que a inflação retorne à meta apenas no final de 2027, embora os preços tenham ficado abaixo do esperado nos últimos tempos.

A dirigente evitou indicar uma trajetória para os juros. Ela afirmou que a discussão se concentrou na decisão tomada nesta quinta-feira, e não nos próximos movimentos, porque a incerteza pode alterar o cenário rapidamente.

Lagarde também comentou a alta dos rendimentos dos títulos governamentais da zona do euro. Para ela, o movimento não é específico do bloco e ocorre em várias partes do mundo. O BCE acompanha especialmente os juros de longo prazo. A instituição deverá divulgar cenários favoráveis, desfavoráveis e graves, mas a decisão de elevar os juros foi mantida diante das três possibilidades.

Riscos para a economia

A economia da zona do euro deve manter sua resiliência no terceiro trimestre, segundo Lagarde. Interrupções no abastecimento de energia, piora do sentimento dos mercados e atritos comerciais, porém, são riscos para o PIB.

O crescimento deve ser sustentado pelos investimentos das empresas e pelo setor imobiliário. As exportações continuam frágeis devido a desafios de competitividade e de políticas. A confiança do consumidor e os serviços se recuperaram, enquanto o mercado de trabalho permanece robusto, apesar da desaceleração na criação de empregos.

A presidente do BCE alertou que um choque energético mais intenso pode elevar outros preços e os salários além do previsto, gerando efeitos de segunda ordem. Eventos climáticos extremos, associados às condições do El Niño e às crises climáticas e ambientais, também podem pressionar os preços dos alimentos. O gás pode subir ainda mais se houver novas interrupções no abastecimento ou um inverno excepcionalmente frio combinado com estoques baixos.

Lagarde não comentou uma possível intervenção no mercado cambial. Informou apenas que a intervenção euro-iene movimentou 500 milhões de euros. Joachim Nagel, dirigente do BCE e presidente do Bundesbank, disse estar preocupado com o avanço de partidos de extrema-direita na Alemanha, pois investidores podem se mostrar menos dispostos a aplicar no país.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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