NOVA YORK — Autoridades de Nova York anunciaram nesta segunda-feira (14) o fechamento de 12 sites que hospedavam imagens pornográficas geradas ou alteradas por inteligência artificial, conhecidas como deepfakes. As páginas exibiam montagens, vídeos e imagens hiper-realistas de atores famosos, políticos e outras pessoas sem autorização.
Segundo os promotores, o material envolvia cerca de 1.200 vítimas. O promotor distrital de Manhattan, Alvin Bragg, afirmou acreditar que a operação seja a maior já realizada para retirar do ar sites dedicados à pornografia ilegal produzida com inteligência artificial.
A investigação começou depois que uma das vítimas denunciou um dos endereços. Bragg não informou se houve prisões. As autoridades também não divulgaram outros detalhes sobre a operação, mas o promotor disse que as apurações sobre sites de pornografia deepfake e seus criadores estão no início.
Bragg explicou que as imagens mostram pessoas reais como se participassem de atos sexualmente explícitos, embora o conteúdo tenha sido criado ou modificado digitalmente. Em Nova York, segundo ele, é ilegal compartilhar imagens reais de pessoas em atos sexuais sem consentimento e também divulgar material produzido ou alterado com ferramentas de inteligência artificial.
A disseminação desse tipo de conteúdo dificulta os esforços de regulamentação da tecnologia, diante da quantidade de ferramentas capazes de produzir imagens falsas. Em maio, os Estados Unidos começaram a aplicar uma lei que obriga plataformas de tecnologia a remover deepfakes sexuais e outras imagens íntimas compartilhadas sem autorização.
Sancionada pelo presidente Donald Trump em maio de 2025, a lei Take It Down criminaliza a divulgação on-line de imagens íntimas sem consentimento, inclusive quando o conteúdo é criado ou alterado digitalmente, e estabelece obrigações de remoção para as plataformas.



