A audiência trabalhista no TRT da 23ª região foi apresentada pela juíza Graziele Cabral como um espaço para resolver pendências, e não necessariamente como ambiente de confronto. Após a conciliação, trabalhador e empregador reafirmaram que mantinham uma relação amistosa.
A magistrada compartilhou nas redes sociais a conversa ocorrida depois que as partes chegaram a um acordo. Floriano, identificado dessa forma no vídeo, afirmou que o processo não havia alterado a consideração que tinha por Edmar, com quem havia trabalhado.
O empregador também elogiou a condução da audiência e disse que pretendia visitar o trabalhador para cumprimentá-lo. “Eu tenho um amigo e não é o fato de ter ingressado em juízo essa ação que muda o meu conceito sobre ele.”
Relação mantida
Ao ser convidado pela juíza a se manifestar, Edmar confirmou que nunca havia tido problemas pessoais com Floriano durante o período em que trabalharam juntos. Ele também afirmou que sempre recorria ao antigo empregador quando precisava de informações.
Edmar deixou um convite para que Floriano o procurasse quando estivesse em sua cidade. A conversa terminou com votos de que tudo o que fosse desejado a ele retornasse em dobro.
A troca emocionou Graziele Cabral, que declarou: “gostaria que fosse sempre assim”. Em seguida, a juíza explicou que a audiência trabalhista pode servir para solucionar questões que não foram resolvidas anteriormente entre as partes, inclusive quando a distância dificultou esse entendimento.
Para a magistrada, a finalidade da audiência não se limita à disputa. O procedimento também pode permitir que trabalhadores e empregadores encontrem uma solução para pendências sem transformar a divergência em um conflito prolongado.



