O Brasil continua com o maior juro real entre os países analisados, mesmo após a redução da taxa básica de juros. Levantamento das consultorias MoneYou e Lev Intelligence aponta que a taxa real brasileira está em 8,45% ao ano.
O cálculo considera a Selic, que representa o juro nominal, descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses. No ranking, a Rússia aparece em seguida, com 6,79% ao ano. Depois estão Colômbia, com 6,33%; Turquia, com 6,25%; e México, com 3,08%.
Corte da taxa básica
Nesta quarta-feira (16), o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. A decisão foi divulgada pelo Banco Central.
A redução ocorreu em um cenário de desaceleração da inflação, mas com incertezas internas e externas. O Banco Central acompanha as expectativas de preços, o comportamento da atividade econômica e os riscos de pressão sobre a inflação.
Mesmo com o corte, a Selic permanece em nível elevado para empresas e consumidores. A diferença entre o juro real brasileiro e as taxas dos demais países mostra que o custo real do dinheiro continua mais alto no Brasil entre os países considerados no levantamento.



